Um estudo liderado pela Universidade de Plymouth mostra que a poluição por plástico nas zonas costeiras está muito ligada ao que consumimos no dia a dia. A equipa analisou mais de 5.000 levantamentos de lixo em praias, em 112 países, cobrindo áreas onde vive cerca de 86% da população mundial. O objetivo foi perceber que tipo de resíduos aparecem com mais frequência no lixo marinho.
Os resultados repetem-se em quase todo os locais. Os plásticos associados a alimentos e bebidas surgem entre os três tipos de lixo mais comuns em 93% dos países analisados. Entre os resíduos mais encontrados estão embalagens de alimentos, tampas e garrafas de plástico. Também aparecem muitas vezes sacos de plástico e beatas de cigarro, que continuam a ser um resíduo persistente em praias e zonas costeiras.
Este retrato ganha ainda mais peso quando se olha para a escala do problema. As estimativas apontam para cerca de 20 milhões de toneladas de resíduos plásticos a entrarem no ambiente todos os anos. Os autores sublinham que a gestão de resíduos, por si só, não consegue travar a poluição se o plástico não chegar ao sistema certo. Quando os resíduos ficam na rua, perdem-se pelo caminho ou vão para o contentor errado, acabam mais facilmente em linhas de água e, mais tarde, no mar.
Em Portugal, isto traduz-se numa prioridade de comportamento a adotar. Reciclar melhor e com mais consistência as embalagens que usamos é uma forma direta de reduzir a poluição por plástico. Separar plástico e metal no ecoponto amarelo, encaminhar corretamente garrafas e tampas e evitar deixar resíduos no espaço público ajuda a proteger rios e oceanos e reforça a economia circular. Na Blueotter, acreditamos que a mudança acontece quando estes gestos passam a ser parte da rotina do dia a dia. Reciclar mais e melhor é uma das formas mais eficazes de manter estas embalagens fora do ambiente.