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É preciso fazer mais para combater as alterações climáticas

2020/2/24

Há nos oceanos 150 milhões de toneladas de plástico, e a cada ano que passa são despejadas mais 8 milhões de toneladas. A este ritmo haverá no mar mais plástico do que peixe em 2030. Chegou-se a um ponto em que os plásticos estão a pôr em risco a natureza, a vida animal, e de forma mais invisível até contaminam a comida que comemos ou o ar que respiramos.

A cada minuto são atirados ao mar volumes equivalentes a 33.800 garrafas de plástico no Mediterrâneo, onde a produção deste lixo ascende a mais de 24 milhões de toneladas por ano e está perigosamente a crescer, à razão de 30%.

A produção desmesurada de plástico e a sua incineração assumem também um impacto pesado ao nível da pegada de carbono associada às alterações climáticas, resultando em cerca de dois mil milhões de toneladas de dióxido de carbono por ano (segundo os dados de 2016), quase 6% da totalidade das emissões geradas a nível global.

Apesar dos passos dados pela União Europeia é preciso fazer mais.

E a reciclagem está longe de responder ao volume de plástico gerado com o crescente aumento do consumo. Olhando o mapa do mundo, o panorama dos cuidados com reciclagem é muito desigual, havendo “muitos países onde não há infraestrutura e só se faz incineração, o lixo nem sequer é recolhido, vai todo para a natureza, criam-se enormes lixeiras a céu aberto. E as pessoas continuam a atirar o plástico para os rios e os oceanos. Temos de parar isto imediatamente”, adverte responsável do Centro de Coordenação Marinha do World Wildlife Fund (WWF) em entrevista ao Expresso.

A boa notícia é que ainda se vai a tempo de reverter o panorama de desastre global gerado com a inundação de plástico, evitando o crescimento de produção de 40% projetado para 2030 com base nos níveis atuais.

Mas a mudança de fundo obriga a que cada um olhe o mundo de forma menos descartável.

Lê o artigo completo no expresso.