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Covid-19: máscaras e luvas não podem ser recicladas

2021/9/21

Apesar de grande percentagem populacional já estar vacinada e ser notório o levantamento das restrições contra o contágio pela Covid-19, algumas medidas de prevenção vão continuar a fazer parte do nosso dia-a-dia. O uso obrigatório de máscaras descartáveis mantém-se em estabelecimentos de ensino, espaços comerciais e de prestação de serviços, edifícios públicos, salas de espetáculos, transportes públicos, residências de idosos, entre outros, e onde o distanciamento físico não seja possível, de acordo com as normas divulgadas a semana passada.

A prevenção continua a ser a palavra de ordem, seja pelo distanciamento social, pela utilização de proteção individual, ou mesmo pela desinfeção de espaços de trabalho ou lúdicos.

A pandemia trouxe para cima da mesa o debate sobre a gestão dos resíduos descartáveis de proteção individual e a preocupação sobre o aumento do consumo dos mesmos. Este aumento tem provocado a apreensão de todos, especialmente quando ainda há muitas pessoas sem saber que destino a dar a estes resíduos. Máscaras pelo chão têm sido o principal alerta, sinalizando a poluição que se pode esperar em terra e igualmente nos oceanos.

As regras são claras, as máscaras e as luvas devem ser colocadas no lixo indiferenciado, que deve ser processado de acordo com as regras nacionais e europeias, estabelecidas para estes resíduos não perigosos.

De acordo com a Agência Europeia do Ambiente, o maior consumo de equipamentos de proteção individual revelou um aumento nas emissões de gases com efeito de estufa, prejudicando o ambiente em toda a Europa. Numa altura em que a consciencialização para a redução de consumo de plásticos descartáveis e para a prática da reciclagem são uma realidade, e uma prática cada vez mais comum, a Covid-19 exigiu uma resposta eficaz e adaptada a esta nova realidade.

A mesma agência salientou que é fulcral repensar as práticas de produção, consumo e gestão de resíduos de plástico de utilização única na Europa, para tornar a sociedade mais bem preparada para os impactos contínuos da pandemia de covid-19 e impactos potenciais de futuras pandemias, como se pode ler no Público.

Apesar desta nova realidade, a gestão dos resíduos deve ser pensada de forma integrada, dentro das melhores práticas europeias. A recolha, a triagem, a reciclagem, a deposição e a valorização são etapas que devem ser implementadas de forma organizada e estruturada, para garantir o menor impacto no ambiente e na comunidade.