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Circular Citri proRESI

Aterros

2021/5/14

O aumento do consumo e da produção de bens tem como consequência a maior produção de resíduos, pelo que é necessário encontrar uma solução para a quantidade de resíduos que produzimos, sob pena de se tornar num problema de saúde pública e de gerar danos irreversíveis para o ambiente.

Nos países mais ricos verifica-se a tendência para produzirem mais resíduos per capita, sendo que também o turismo contribuiu para taxas mais elevadas. No caso de Portugal, os últimos dados indicam que cada cidadão produz cerca de 500 kg de resíduos por ano, o que nos dá uma dimensão do problema, para o qual temos que encontrar soluções viáveis.

Em fevereiro deste ano, o Parlamento votou o novo plano de ação para a economia circular, que prevê medidas adicionais de forma a alcançar uma economia sustentável, neutra em termos de carbono, livre de substâncias tóxicas e totalmente circular até 2050. Este plano inclui ainda regras de reciclagem mais rigorosas e metas obrigatórias para a utilização e consumo de materiais até 2030. O Parlamento Europeu incentivou os países da UE a aumentarem a qualidade da reciclagem, a abandonarem a deposição em aterros e a reduzirem o recurso à a incineração.

Ora, as células de confinamento técnico, vulgarmente conhecidas por aterros, ainda são a solução ambientalmente mais sustentável para os resíduos que não têm qualquer tipo de aproveitamento. São, portanto, terrenos onde se efetua uma deposição controlada de resíduos à superfície e debaixo de terra, com a devida impermeabilização dos solos, através da utilização de telas apropriadas para o efeito, de forma a prevenir a contaminação dos solos, lençóis freáticos e zonas adjacentes. Esta solução, tendo um impacto significativo menor na produção de gases causadores das alterações climáticas, permite ainda a produção de energias alternativas, como Biogás, bem como a reutilização futura do espaço.

Estes resíduos indiferenciados, e também aqueles que não foram separados para reciclagem, são distribuídos de forma uniforme e compactados de forma a ocuparem o menor espaço possível, para depois serem soterrados de maneira a mitigar o seu impacto no ambiente.

Na BLUEOTTER temos duas unidades de confinamento técnico em aterro, em Setúbal e Alenquer, com uma capacidade anual para tratamento e confinamento de resíduos industriais não perigosos de 200.000 toneladas/ano.

As duas unidades, reconhecidas como de excelência, integram a dimensão ambiental, de segurança e de saúde, em todos os atos da sua gestão, cumprindo toda a legislação aplicável e as melhores práticas disponíveis.